(Este é mais um dos poemas feitos à várias mãos, através do método Cadáver Exquisito, que todo domingo é publicado no site da Editora Vidráguas - http://vidraguas.com.br).
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Tudo o que precisamos é Amor.
O “bicho homem” anda tão acostumado com a grosseria, com a falsidade e com a frieza em suas relações, que a menor manifestação de carinho lhe causa espanto. Não é justamente o Sentimento e a Razão que o fazem HUMANO? Por que o Amor, o Zelo e a Atenção afastam as pessoas ao invés de aproximá-las?
É preciso acreditar que ainda há lugar para os sentimentos nobres no mundo, antes que nos transformemos em disformes estátuas de sal. Embora muitos defendam que o homem seja o único ser a deter a racionalidade – característica esta que o diferencia dos demais – é necessário relacioná-la aos sentimentos, pois até a Razão requer certa pitada de Emoção para se tornar verdadeiramente analítica. Assim como o doce se torna mais doce com a adição de sal à receita, dizem os confeiteiros.
“All you need is Love”, cantaram os Beatles. All we need is love, grito. O mundo carece de Amor, em suas mais diversas manifestações. Hoje! Imediatamente!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Poemas no Mo(r)mento(aii)
Versos feitos a oito mãos, numa tarde ensolarada de Brasília*
Por Luana Neres, Carmen Presotto, Yani Rebouças e Ancaía.
*Os versos acima foram elaborados no Mormaii Surf Bar-Pontão do Lago Sul, em Brasília-DF, no dia 16/01/2011. Ancaía, uma das presentes, sugeriu que escrevêssemos poesia a oito mãos. A dinâmica utilizada foi a do Cadáver Exquisito, método desenvolvido pelo Surrealismo Francês no início do século XX, em que cada autor escreve de forma livre e repassa o papel dobrado para que o próximo autor dê continuidade ao poema, sem ter lido o verso anterior. terça-feira, 26 de outubro de 2010
Espera.
Cansei de esperar:O dia amanhecer,
O telefone tocar,
O pagamento cair na conta.
Cada segundo é único e irrecuperável.
Eu quero agora, neste segundo!
Não no dia em que der.
Nem sei se estarei aqui no próximo.
E é tão simples: basta sair da inércia
Basta querer!
Cansei de esperar a felicidade chegar
E tocar a campainha
Chega! Eu quero agora!
Enquanto ainda existe vontade.
domingo, 12 de setembro de 2010
O Cavaleiro
O cavaleiro vestiu a armadura, embainhou a espada e saiu. Cavalgou por vales e vilarejos, procurando por aquele que lhe trouxera mágoa.
Em um dado momento, avistou o inimigo e seguiu em sua direção. A certeza de que aquele seria o fim do oponente encorajou o cavaleiro a apontar-lhe a arma. Nada poderia ocorrer de errado: ele havia treinado, afiado a espada e traçado a estratégia. Mas, ao empunhar a espada, fora surpreendentemente rendido pela a destreza de seu adversário que, tomando-lhe a arma, feriu-o. A ponta afiada penetrou exatamente na brecha existente nas juntas da armadura, atingindo o cavaleiro em cheio no coração.
E então ele percebeu quanta dor sua própria espada era capaz de provocar.
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